segunda-feira, maio 23, 2016

EICEL1920 organiza um Encontro das Comunidades Mineiras no próximo dia 23 de Julho de 2016. Estão abertas as inscrições.



No dia 21 de Julho de 2016 comemoram-se os cem anos do registo da Mina do Espadanal por António Custódio dos Santos. Considerando a importância deste evento na criação do universo técnico, socioeconómico e cultural cuja história e património é objecto de estudo fundamental da nossa associação, foi aprovada, pela Assembleia-Geral da EICEL1920, a organização das Comemorações do Centenário da Mina do Espadanal (1916-2016).

O programa das Comemorações, apresentado em sessão pública realizada no dia 6 de Dezembro de 2015, conta com o apoio da Câmara Municipal de Rio Maior, da Direcção Geral de Energia e Geologia, da Escola Superior de Desporto de Rio Maior e da Junta de Freguesia de Rio Maior.

Destaca-se, como evento central, o Encontro das Comunidades Mineiras, que terá lugar no próximo dia 23 de Julho (sábado), com o seguinte programa:

10h00 - Sessão de Abertura
             Auditório da Escola Superior de Desporto de Rio Maior

10h30 - Visita à antiga fábrica de briquetes da Mina do Espadanal

12h30 - Almoço Convívio
             Escola Superior de Desporto de Rio Maior

14h30 - Painel Científico: "O Futuro do Património Mineiro"
             Auditório da Escola Superior de Desporto de Rio Maior
            Moderador: Jorge Mangorrinha, Coordenador das Comemorações e Presidente da Mesa da Assembleia Geral da EICEL1920

14h40 - "Recuperação e musealização do património mineiro"
             José Cordeiro, Universidade do Minho, Presidente da Associação Portuguesa para o Património Industrial

15h00 - “Actividade mineira, investigação e educação em Ciências da Terra: o exemplo do Couto Mineiro do Cabo Mondego”
                Pedro Callapez, Universidade de Coimbra

15h20 - Intervalo para café

15h40 - "O Roteiro das Minas e Pontos de Interesse Mineiro e Geológico de Portugal - Um Contributo para o Conhecimento e Valorização do Património Mineiro e Geológico"
             Bernardo Lemos, Coordenador do Roteiro das Minas e Pontos de Interesse Mineiro e Geológico de Portugal

16h00 - "Museu Mineiro de S. Pedro da Cova. 500 milhões de anos de história"
              Micaela Santos, Museu Mineiro de S. Pedro da Cova

16h20 - Conclusões do Painel Científico

17h00 - Encerramento com um Momento Musical pelo Coro da Associação Cultural do Concelho de Rio Maior

17h30 - Visita à exposição “História do Couto Mineiro do Espadanal”
             Galeria Municipal de Rio Maior

A Direcção da EICEL1920 tem o grato prazer de convidar todos os riomaiorenses e interessados pelo património mineiro, a participarem neste Encontro, que reunirá em confraternização a antiga comunidade mineira de Rio Maior e antigos mineiros de todo o país.
Devido ao número limitado de lugares disponíveis, é necessária inscrição prévia para o Almoço Convívio integrado no programa do evento. A inscrição para almoço tem um custo de 12,5 euros por pessoa e pode ser realizada até ao dia 14 de Julho de 2016, por duas vias:
- Presencialmente, na sede da Junta de Freguesia de Rio Maior.
- Mediante transferência bancária para o NIB: 0045 5442 40267275759 18 e envio de comprovativo para o email: eicel1920@gmail.com
Para mais informações, estão disponíveis os seguintes números de telefone: 963644345/ 243997479.
As Comemorações têm como órgão oficial o jornal O Riomaiorense, que pode ser consultado no seguinte endereço: http://www.oriomaiorense.com

A Direcção da EICEL1920.
23 de Maio de 2016.

sexta-feira, maio 06, 2016

EICEL1920 realizou a VI Acção Voluntária de Conservação do Património Mineiro.

Figura 1. Trabalhos de desobstrução do plano inclinado de extracção da Mina do Espadanal. Registo fotográfico por João Bogalho, 30 de Abril de 2016.


Entre os dias 18 de Março e 30 de Abril, a EICEL1920, Associação para a Defesa do Património, realizou a VI Acção Voluntária de Conservação do Património Mineiro, com o apoio da Junta de Freguesia de Rio Maior e de associados voluntários.

Figura 2. Antes e depois.
Os trabalhos realizados, sob autorização da Câmara Municipal, destinaram-se a preparar a antiga fábrica de briquetes e o plano inclinado de extracção da Mina do Espadanal para uma visita pública a realizar no próximo dia 23 de Julho. Esta visita realizar-se-á no âmbito do programa do Encontro das Comunidades Mineiras, integrado nas Comemorações do Centenário da Mina do Espadanal, organizadas pela EICEL1920.

Dando continuidade ao trabalho realizado nas anteriores edições, a VI Acção de Conservação do Património Mineiro centrou-se no corte de vegetação e na remoção de depósitos de inertes e de resíduos.  Concluiu-se a desobstrução do plano inclinado de extracção, que, em complemento da desmatação realizada, permite assegurar a acessibilidade para visitas ao local. Procedeu-se, ainda, a um corte de silvas em toda a envolvente do complexo mineiro e a uma limpeza de espaços interiores na antiga secção de ensilagem da fábrica.

Foi feita a separação dos resíduos recolhidos durante os trabalhos de limpeza e o respectivo encaminhamento para reciclagem.

A Direcção da EICEL1920 destaca a excelente colaboração da Junta de Freguesia de Rio Maior, mediante a disponibilização de máquinas de corte de silvas e de uma máquina rectro-escavadora, bem como dos serviços dos respectivos operadores.

Os riomaiorenses terão oportunidade, no próximo dia 23 de Julho, de avaliar a extensão do trabalho realizado, entre 2013 e 2016, nas seis edições das Acções Voluntárias de Conservação do Património Mineiro. Um trabalho que terá continuidade no futuro, com a regularidade possível, limitada aos recursos da nossa associação.

Figura 3. Plano inclinado de extracção da Mina do Espadanal, após desmatação e remoção de inertes. Registo fotográfico por João Verde da Costa, 30 de Abril de 2016.

A Direcção da EICEL1920.
6 de Maio de 2016.

domingo, outubro 11, 2015

EICEL1920 inaugurou a exposição de fotografia MINEIROS DE RIO MAIOR


Figura 1. Aspecto exterior da sede da EICEL1920. Fotografia por João Verde da Costa, 25 de Setembro de 2015.


A EICEL1920, Associação para a Defesa do Património, inaugurou, no passado dia 25 de Setembro, a exposição de fotografia “Mineiros de Rio Maior, integrada no programa nacional das Jornadas Europeias do Património 2015, que este ano tiveram como tema o “Património Industrial e Técnico”.

A exposição apresentada ao público é o resultado das reportagens fotográficas realizadas durante o ano de 2014, pelo fotógrafo Fernando Penim Redondo, no âmbito de registo da história oral da antiga Comunidade Mineira de Rio Maior, coordenado pelo Presidente da Direcção, arquitecto Nuno Rocha, que a EICEL1920 tem vindo a desenvolver com os membros da Comissão de antigos funcionários da EICEL, constituída no seio desta associação.

A inauguração contou com a presença do fotógrafo Fernando Penim Redondo, da Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Rio Maior, Dra. Ana Figueiredo, também ela neta de um antigo funcionário da EICEL, e da Presidente da Fundação António Quadros, Dra. Mafalda Ferro. Em representação dos órgãos directivos da EICEL1920, na ausência do Presidente da Direcção, por motivos profissionais, estiveram presentes António Moreira, João Bogalho, Manuela Fialho, José Neves, João Verde da Costa, Marcelino Machado e Paulo Santos. A sessão contou com a participação de cerca de meia centena de riomaiorenses, antigos mineiros e familiares.

O Vice-Presidente da Direcção da EICEL1920, António Moreira, agradeceu a presença de todos, referindo-se em especial aos mineiros presentes, e focou as três razões que permitiram a realização desta exposição: a existência do património mineiro em Rio Maior, a vontade e perseverança do Presidente da EICEL1920, Arq. Nuno Rocha, que não podia estar presente por se encontrar em Macau, e a competência e colaboração de Fernando Penim Redondo. Expôs os objectivos da EICEL1920 e o papel activo que a associação pretende desenvolver na preservação da memória colectiva de Rio Maior, quer através de estudos e acções de sensibilização para a salvaguarda do património, quer através de eventuais parcerias a estabelecer com entidades competentes, nomeadamente com o Município e a Junta de Freguesia de Rio Maior, de forma a potencializar o património mineiro como atractividade cultural e turística.

Fernando Penim Redondo recordou o primeiro contacto com a Mina do Espadanal, há vários anos, através de um jovem arquitecto, seu colega nas aulas de mandarim, em Lisboa - o actual Presidente da Direcção da EICEL1920. Referiu o convite apresentado por Nuno Rocha para fotografar os antigos mineiros de Rio Maior e o desafio e privilégio que este trabalho representou. Expressou ainda a disponibilidade para continuar esta colaboração, eventualmente estendendo o projecto a um novo grupo de antigos mineiros, e terminou agradecendo a oportunidade de participar num trabalho que entende ser meritório, com desejos de sucesso às iniciativas da associação.

Ainda no âmbito desta sessão, teve lugar a atribuição do título de associado honorário da EICEL1920 ao professor António Machado Feliciano Júnior, recentemente aprovada sob proposta do Presidente da Direcção, e que foi apresentada pelo arquitecto João Bogalho. António Feliciano Júnior agradeceu, emocionado, a atribuição do título e as palavras que lhe foram dirigidas.

A sessão, na sede da EICEL1920, terminou com um porto de honra oferecido pela associação a todos os presentes. Seguiu-se, no restaurante Taverna da Raposa, um animado jantar em homenagem aos antigos mineiros de Rio Maior, com a presença de vários associados e dos membros da Comissão de antigos funcionários da EICEL.

A exposição “Mineiros de Rio Maior”, que esteve aberta ao público no decurso das Jornadas Europeias do Património 2015, permanecerá visitável por todos os interessados, mediante marcação prévia através dos números de telefone: 963 644 345 e 243 997 479.
 
Figura 2. Inauguração da Exposição de Fotografia "Mineiros de Rio Maior". Da esquerda para a direita: Paula Santos, Maria Rosa Redondo, Fernando Penim Redondo, Manuela Fialho, António Moreira, João Bogalho, Marcelino Machado e António Feliciano. 25 de Setembro de 2015. Fotografia por Joaquim Henriques.

 
Figura 3. Inauguração da Exposição de Fotografia "Mineiros de Rio Maior", na sede da EICEL1920. 25 de Setembro de 2015. Fotografia por Joaquim Henriques.


A Direcção da EICEL1920.
11 de Outubro de 2015.

quinta-feira, setembro 17, 2015

MINEIROS DE RIO MAIOR. Exposição de Fotografia.


João Severino Inácio (1932-2014). Fotografia por Fernando Penim Redondo, 2014.

Convite para a inauguração da exposição de fotografia “Mineiros de Rio Maior”, integrada no programa nacional das Jornadas Europeias do Património 2015.


No âmbito de registo da história oral da antiga Comunidade Mineira de Rio Maior, a EICEL1920 tem vindo a realizar entrevistas e reportagens fotográficas com os membros da Comissão de antigos funcionários da EICEL, constituída no seio desta associação.

O resultado das reportagens fotográficas realizadas durante o ano de 2014, pelo fotógrafo Fernando Penim Redondo, será apresentado ao público em exposição intitulada “Mineiros de Rio Maior”, integrada no programa nacional das Jornadas Europeias do Património 2015, que este ano têm como tema o “Património Industrial e Técnico”.

A Direcção da EICEL1920 tem o grato prazer de convidar todos os riomaiorenses a marcarem presença na inauguração da exposição de fotografia “Mineiros de Rio Maior”, que terá lugar no próximo dia 25 de Setembro de 2015, pelas 18h00, na sede da EICEL1920, localizada na Rua Cidade de Santarém, n.º 23, em Rio Maior.

No dia 26 de Setembro (sábado), a partir das 15h, a exposição estará aberta ao público em geral. 


A Direcção da EICEL1920. 


segunda-feira, agosto 24, 2015

EICEL1920 realizou a quinta Acção Voluntária de Conservação do Património Mineiro.


Figura 1. Secção de trituração da antiga fábrica de briquetes da Mina do Espadanal, após a remoção de anexo. Registo fotográfico por Nuno Rocha, Julho de 2015.

A EICEL1920, Associação para a Defesa do Património, realizou, no passado dia 25 de Julho, a V Acção Voluntária de Conservação do Património Mineiro, dando continuidade ao trabalho de remoção de estruturas que contribuíam para a descaracterização da antiga fábrica de briquetes da Mina do Espadanal.

Os trabalhos, autorizados pela Câmara Municipal, contaram com a participação de cerca de uma dezena de associados e com a colaboração da Junta de Freguesia de Rio Maior, que disponibilizou para o efeito uma máquina rectro-escavadora e os serviços do respectivo motorista.
Figura 2. Antes e Depois.


Sob acompanhamento técnico dos arquitectos Nuno Alexandre Rocha e João Mota Bogalho, dirigentes da EICEL1920, procedeu-se à remoção de anexo construído na secção de trituração da antiga fábrica de briquetes, que albergou durante anos a oficina de carpintaria do estaleiro municipal (figuras 1 e 2).

Realizou-se um registo pormenorizado da estrutura a demolir, para memória futura, com recurso a peças desenhadas e a levantamento fotográfico.

Os trabalhos de demolição foram executados com base em levantamento arquitectónico detalhado das estruturas originais, realizado no âmbito da tese “Couto Mineiro do Espadanal (Rio Maior), História, Património, Identidade”, sendo conduzidos de forma a não causar qualquer dano no património a preservar.
Figura 3. Antes e Depois.


A quinta Acção de Conservação do Património Mineiro incluiu ainda a limpeza dos espaços interiores da antiga secção de trituração da fábrica de briquetes (figura 3) e a remoção de vegetação invasiva no plano inclinado de extracção da Mina do Espadanal.

Foi feita a separação dos resíduos resultantes da demolição e limpeza, tendo como objectivo o posterior encaminhamento para local adequado, a cargo da Câmara Municipal de Rio Maior.

A realização das Acções de Conservação do Património Mineiro, numa cooperação que a EICEL1920 se propõe manter e aprofundar com as entidades locais e a sociedade civil, tem permitido, com recursos mínimos, obter resultados visíveis na preservação da antiga fábrica de briquetes da Mina do Espadanal.


A Direcção da EICEL1920. 
24 de Agosto de 2015.

quarta-feira, julho 22, 2015

EICEL1920 elegeu órgãos sociais para o mandato 2015-2018.



Figura 1 – Membros dos órgãos sociais da EICEL1920 para o quadriénio 2015-2018: Em primeiro plano, da esquerda para a direita: Jorge Mangorrinha, Nuno Rocha, Manuela Fialho e João Verde da Costa. Em segundo plano, da esquerda para a direita: António Moreira, José Neves, Paulo Santos e Marcelino Machado.

No passado dia 18 de Julho, teve lugar uma reunião ordinária da Assembleia-Geral da EICEL1920, Associação para a Defesa do Património Mineiro, Industrial e Arquitectónico, cuja ordem de trabalhos incluiu a aprovação de Relatório e Contas e a eleição dos órgãos sociais para o mandato 2015-2018.
Deste acto eleitoral resultou a seguinte composição dos órgãos sociais da EICEL1920:

Direcção:

Presidente: Nuno Alexandre Dias Rocha, Arquitecto, Mestre em Arte, Património e Teoria do Restauro.
Vice-Presidente: António Manuel da Silva Moreira, Professor do Ensino Superior Politécnico, Doutor em Ciências do Desporto.
Vogal: João Luís Bispo Mota Bogalho, Arquitecto, Professor do Ensino Secundário.

Mesa da Assembleia Geral:

Presidente: Jorge Manuel Mangorrinha Martins, Arquitecto, Mestre em História Local e Regional (especialização em Património), Doutor em Urbanismo.
1º Secretário: Manuela Bento Fialho, Juíza Desembargadora.
2º Secretário: José Manuel da Silva Neves, Licenciado em Gestão de Empresas (especialização em Recursos Humanos)

Conselho Fiscal:

Presidente: João Narciso Verde da Costa, sondador do antigo Instituto Geológico e Mineiro, aposentado.
Secretário: Marcelino Pedro Machado, antigo mineiro e operário da EICEL.
Relator: Paulo José Ricardo dos Santos, Comerciante.

O Programa de Acção para o quadriénio 2015-2018, aprovado por unanimidade, prevê a realização das seguintes actividades:

1 – Realização de estudos para a constituição de um Núcleo Museológico Mineiro:

– Continuação das Acções Voluntárias de Conservação do Património Mineiro.
– Promoção de estudos especializados para o restauro e reutilização da antiga fábrica de briquetes da Mina do Espadanal.
– Desenvolvimento de proposta de cooperação para a reabilitação da antiga fábrica de briquetes da Mina do Espadanal.
– Criação de um Museu Virtual do Couto Mineiro do Espadanal.
– Lançamento de uma publicação periódica digital.
– Instalação de exposição interpretativa do património geológico e mineiro do concelho de Rio Maior na sede da EICEL1920.

2 – Promoção de iniciativas tendentes à Classificação do conjunto edificado composto pela antiga fábrica de briquetes e plano inclinado de extracção da Mina do Espadanal.

3 – Organização das Comemorações do Centenário das Minas do Espadanal (1916-2016):

– Apresentação de livro dedicado à História das Minas do Espadanal (Rio Maior) 1916-1969.
– Realização de exposições temáticas e publicação de monografias.
– Organização da IV Jornada do Património Mineiro do Concelho de Rio Maior.

4 – Valorização do património mineiro, industrial e arquitectónico do concelho de Rio Maior:

– Organização regular de exposições, palestras e encontros dedicados ao património.
– Promoção do envolvimento da comunidade escolar na valorização do património concelhio.
– Participação em eventos científicos nacionais e internacionais dedicados ao património.
– Promoção do intercâmbio com a comunidade científica e associações congéneres.
– Apresentação de recomendações e pareceres às entidades competentes para a gestão do Património Histórico e Cultural, sempre que necessário.

A Assembleia-Geral da EICEL1920 aprovou ainda, por unanimidade, os seguintes votos de louvor:

- Voto de Louvor aos órgãos sociais cessantes pelo trabalho desenvolvido no mandato 2011-2014, sob proposta do associado Arlino Ferreira dos Santos.
- Voto de Louvor a João Narciso Verde da Costa pelo trabalho insubstituível desenvolvido em apoio às actividades da EICEL1920, sob proposta do Presidente da Direcção.

A encerrar esta reunião da Assembleia-Geral da EICEL1920 foi aprovado, por unanimidade, um voto de pesar em memória dos seguintes associados falecidos durante o mandato cessante:

Joaquim Manuel Rocha (1932 – 2013)
Silvestre Domingos Cardana (1929 – 2013)
Maria Alice Esteves (1951 – 2014)
João Severino Inácio (1932 – 2014)
José Félix Gomes (1934 – 2015)
António Severino Pereira (1929 – 2015)

A Direcção da EICEL1920.
22 de Julho de 2015.

segunda-feira, outubro 27, 2014

EICEL1920 realizou a quarta Acção Voluntária de Conservação do Património Mineiro.

Figura 1. Secção de Trituração.
A EICEL1920, Associação para a Defesa do Património Mineiro, Industrial e Arquitectónico, realizou, no passado mês de Setembro, a IV Acção Voluntária de Conservação do Património Mineiro, concretizando uma intervenção de grande relevância na antiga fábrica de briquetes da Mina do Espadanal.

Os trabalhos contaram com a participação de cerca de uma dezena de associados e com a colaboração da Junta de Freguesia de Rio Maior, que disponibilizou para o efeito uma máquina rectroescavadora e os serviços do respectivo motorista.

Sob autorização da Câmara Municipal de Rio Maior e com o acompanhamento técnico dos arquitectos Nuno Alexandre Rocha e João Mota Bogalho, dirigentes da EICEL1920, procedeu-se à remoção de anexos construídos durante a utilização do complexo mineiro como estaleiro municipal, nas décadas de oitenta e noventa, em particular nas secções de trituração (figura 1), briquetagem (figura 2) e central eléctrica (figura 3) da antiga fábrica de briquetes, e que descaracterizavam significativamente o conjunto edificado.


Figura 2. Secção de Briquetagem.
Realizou-se um registo pormenorizado das estruturas a demolir, para memória futura, com recurso a peças desenhadas e a levantamento fotográfico.

Os trabalhos de demolição foram executados com base em levantamento arquitectónico detalhado das estruturas originais, realizado no âmbito da tese "Couto Mineiro do Espadanal (Rio Maior). História, Património, Identidade", sendo conduzidos de forma a não causar qualquer dano no património a preservar.

Foi feita a separação dos resíduos resultantes das demolições, tendo como objectivo o posterior encaminhamento para local adequado, a cargo da Câmara Municipal de Rio Maior.

Figura 3. Central Eléctrica.



Conciliando com assinalável sucesso o estudo científico do património pela EICEL1920 com a disponibilidade da Junta de Freguesia de Rio Maior, foi assim dado mais um passo importante no processo de recuperação da antiga fábrica de briquetes da Mina do Espadanal, que deverá ter continuidade em próximas iniciativas.


A Direcção da EICEL1920.
27 de Outubro de 2014.

terça-feira, outubro 07, 2014

EICEL1920 representou o Couto Mineiro do Espadanal nas Jornadas Internacionais "Memórias do Carvão".

Figura 1 - Dirigentes da EICEL1920 e antigos Mineiros de Rio Maior frente ao plano inclinado de extracção da Mina de Alcanadas, 13 de Setembro de 2014. Da esquerda para a direita: Júlio Martins Filipe, João Verde da Costa, João Palminha, José Félix Gomes, Joaquim Henriques, Victor Almeida, Nuno Rocha, Marcelino Machado e João Bogalho.

As Jornadas Internacionais "Memórias do Carvão" decorreram nos concelhos da Batalha e Porto de Mós, nos dias 11, 12 e 13 de Setembro, tendo como promotores o Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência da Universidade de Évora, o Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha (Câmara Municipal da Batalha) e a Câmara Municipal de Porto de Mós.

No dia 11 de Setembro realizou-se, no auditório municipal da Batalha, a primeira sessão científica, com a apresentação de conferência pelo Prof. Doutor Manuel J. Lemos de Sousa (Carvões e carvões). Seguiu-se um painel de comunicações dedicado ao "Património Geológico e Mineiro", com intervenções de Pedro M. Callapez (A mina de carvão do Cabo Mondego e a Paleontologia portuguesa), Jorge Figueiredo (O Couto Mineiro do Lena - a base de um museu das indústrias e da comunidade), Daniela Alves Ribeiro (As minas do Pejão: da estrutura produtiva à paisagem cultural) e Josep Mata-Perelló; Ferran Climent Costa; Jaume Vilaltella Farras (El territorio geológico y minero del Aiguabarreig: "ócio, cultura y turismo a traves del Camino de Sirga").

Após a apresentação de posters por Vanda Santos (Minas de carvão e pegadas de dinossáurios: o exemplo do Cabo Mondego) e José Manuel Brandão (Minas de Alcanadas: prelúdio, fuga e final), (Carvão da Bezerra (Porto de Mós): "apropriado na condução do fogo das locomotivas"), teve lugar um segundo painel de comunicações dedicado à "Ciência, Energia e Tecnologia", com intervenções de Gilberto Gomes e Miguel Lobato (Os combustíveis na encruzilhada dos anos 30: impacto no sector dos transportes terrestres), Jorge Custódio (Os combustíveis da Energia a Vapor em Portugal. Contribuições para o seu estudo), Fernanda Rollo (O carvão e a indústria siderúrgica), Pedro Alves e Raquel Alves ("Burning coal" em Portugal - Ilustração de fenómenos e produtos neoformados).

O primeiro dia das Jornadas encerrou com a inauguração da exposição fotográfica "Como quem lavra as entranhas da terra", um projecto do f2.8 Colectivo de Fotografia, seguida de um convívio entre os participantes oferecido pela Câmara Municipal da Batalha e pela Adega Cooperativa da Batalha.

No dia 12 de Setembro teve lugar, no Cineteatro de Porto de Mós, a segunda sessão científica, que incluiu o terceiro painel de comunicações, dedicado à "História Mineira", com intervenções de Alberto Manzini (The technology at the service of the transfer of coal: technological innovation and economic role of Savona- San Giuseppe Cable Way), Octávio Puche-Riart (Algunos datos sobre los primeros usos del carbón en España), Matilde Azenha (História de uma mina contada por alunos do ensino secundário: o exemplo da exploração das lignites de Soure), J.M. Soares Pinto (A mina de carvão do Cabo Mondego: 200 anos de exploração), Micaela Cruz Santos (Minas de Carvão de São Pedro da Cova: complexo e museu mineiro) e da Equipa do Museu da Comunidade Concelhia da Batalha (Carvões do Lena: um projecto de investigação participada do MCCB).

Após inauguração de exposição de fotografia dedicada ao "Couto Mineiro do Lena: carvões, carris e a "luz ao fundo do túnel", realizou-se o quarto e último painel de comunicações, dedicado às "Memórias Económicas e Sociais", com a participação da EICEL1920. Neste painel intervieram Fernanda M. Sousa e Helena F. Oliveira (Registo de minas do concelho de Porto de Mós: a memória em suporte papel), Daniel Vieira (Não podiam trabalhar com fome: a greve de 1946 nas minas de S. Pedro da Cova), Nuno Rocha (Memórias da Comunidade Mineira Riomaiorense, 1916-1969), José Charters Monteiro (João Monteiro Conceição, engenheiro. Homem, técnico e empresário: um legado) e José Brandão (Mineiras do Lena: no fio da navalha).

Figura 2 - O Presidente da Direcção da EICEL1920, arquitecto Nuno Rocha, apresentando a comunicação "Memórias da Comunidade Mineira Riomaiorense, 1916-1969". Porto de Mós, 12 de Setembro de 2014. Fotografia gentilmente cedida pela Câmara Municipal de Porto de Mós.

Esta sessão foi encerrada, após conferência pelo Professor Miguel Ángel Alvarez Areces (Paisages mineros como património cultural), com a apresentação da versão preliminar das Conclusões das Jornadas pelo Coordenador do Secretariado Permanente, Prof. Doutor José Brandão, seguindo-se um jantar de convívio entre os participantes oferecido pela Câmara Municipal de Porto de Mós.

No dia 13 de Setembro (sábado) realizou-se uma jornada de convívio com visita ao antigo Couto Mineiro do Lena, nos concelhos da Batalha e Porto de Mós, na qual a EICEL1920 promoveu a participação dos antigos mineiros de Rio Maior e membros da Comissão de antigos funcionários da Empresa Industrial, Carbonífera e Electrotécnica, Limitada: António Tomaz Colaço, João Palminha, Joaquim Henriques, José Félix Gomes, Júlio Martins Filipe, Marcelino Pedro Machado, Victor Centúrio de Almeida e Vítor Rosário Carvalho.

O programa do passeio, no qual se estabeleceu intenso convívio entre os antigos mineiros do Lena e do Espadanal, incluiu, pela manhã, uma visita à fábrica de cimentos Maceira-Lis e respectivo museu e uma visita ao EcoParque Sensorial da Pia do Urso. Seguiu-se um animado almoço no Centro Recreativo de Alcanadas e visita ao plano inclinado de extracção da antiga Mina de Alcanadas, no concelho da Batalha.

Pela tarde realizou-se uma visita à antiga Mina da Bezerra, no concelho de Porto de Mós, e um passeio na Ecopista do Ramal do Lena, que resultou da transformação de troço do antigo Caminho-de-ferro do Lena num passeio pedonal e ciclável com um extraordinário enquadramento paisagístico. Durante este passeio foi gentilmente oferecido um lanche a todos os participantes pela Câmara Municipal de Porto de Mós. 

A jornada terminou com uma visita à antiga Central Termoeléctrica de Porto de Mós, que se encontra actualmente em estado de ruína, e na qual se prevê a futura instalação do museu e arquivo histórico do concelho.

A participação dos antigos mineiros de Rio Maior nas Jornadas Internacionais "Memórias do Carvão" contou com o apoio da Junta de Freguesia de Rio Maior que disponibilizou o transporte entre esta cidade e a Vila da Batalha.

As Conclusões das Jornadas Internacionais "Memórias do Carvão" podem ser consultadas na página oficial do evento, em: http://memoriasdocarvao.worpress.com
Destacamos as referências expressas ao património mineiro do concelho de Rio Maior, que transcrevemos em seguida:

"Tendo como pano de fundo o território do antigo Couto Mineiro do Lena, objecto de várias intervenções e sobre o qual é urgente intervir, entenderam os participantes expressar a sua preocupação pelo abandono e perda irreversível de património material e memória da extracção e utilização do carvão em Portugal. Apresentaram-se e discutiram-se em particular as situações do Cabo Mondego, cuja última fábrica outrora pilar do complexo mineiro foi recentemente desactivada; São Pedro da Cova, cuja monumentalidade - onde se inclui o cavalete de betão classificado como monumento público desde 2010 - que continua a aguardar requalificação; Soure, cujas minas e anexos industriais estão votados ao abandono; Rio Maior, cuja fábrica de briquetes, ex-líbris do antigo complexo mineiro do Espadanal, espera o avanço de um projecto de requalificação; e o Pejão onde, não obstante os estudos existentes, não têm sido registados avanços. O contraste é flagrante com outros países da Europa cujos exemplos foram trazidos, em que se avolumam as publicações, os museus e núcleos museológicos ligados ao carvão e, em muitos casos, a possibilidade de visitação de galerias abandonadas, devidamente adequadas às novas funções culturais, didácticas e mesmo lúdicas".

"Os participantes das Jornadas reconhecem o valor da história oral como fonte de pesquisa e documentação destas actividades, bem patente no intenso convívio com antigos mineiros dos Coutos do Lena e do Espadanal, durante a visita de campo, bem como o valor da recriação de antigos percursos industriais igualmente testemunhada nessa actividade".

Figura 3 - Mineiros do Lena e Mineiros do Espadanal, Mina da Bezerra, Porto de Mós, 13 de Setembro de 2014. Fotografia gentilmente cedida pelo Museu da Comunidade Concelhia da Batalha.

A Direcção da EICEL1920.
6 de Outubro de 2014.

terça-feira, julho 15, 2014

Reconhecimento internacional do valor arquitectónico da fábrica de briquetes da Mina do Espadanal.

Fábrica de Briquetes da Mina do Espadanal. Fotografia por Nuno Rocha (2010), Arquivo EICEL1920.

A Fundação DOCOMOMO Ibérico aprovou a incorporação do conjunto edificado composto pela antiga fábrica de briquetes e plano inclinado de extracção da Mina do Espadanal (Rio Maior) no Registo DOCOMOMO Ibérico - A Arquitectura da Indústria (Nível B).

Este reconhecimento internacional surge na sequência de proposta apresentada pela EICEL1920, Associação para a Defesa do Património Mineiro, Industrial e Arquitectónico, durante o ano de 2013, e aprovada pela Comissão Técnica e pelo Patronato da Fundação DOCOMOMO Ibérico, reunidos respectivamente nos dias 24 e 25 de Junho de 2014.

DOCOMOMO (DOcumentação e COnservação de edifícios, sítios e conjuntos urbanos do MOvimento MOderno) é uma organização internacional criada na Holanda, em 1989, com o objectivo de inventariar, proteger e divulgar o património arquitectónico do Movimento Moderno.

A Fundação DOCOMOMO Ibérico, com sede em Barcelona, coordena a implementação de programas de inventário e conservação da arquitectura e urbanismo do Movimento Moderno nos territórios de Espanha e Portugal. Entre as iniciativas desenvolvidas por esta organização destaca-se a promoção da análise científica do património arquitectónico através de uma importante actividade editorial, com a publicação de diversas monografias dedicadas à arquitectura da indústria, da habitação e dos equipamentos.

O Registo temático dedicado à arquitectura da indústria conta com cento e setenta e três edifícios e conjuntos arquitectónicos inventariados na Península Ibérica, trinta e cinco dos quais em território português. Entre estes incluem-se as Hidroeléctricas do Cávado (1949-1964), Douro Internacional (1954-1961) e Cabril (1950-1956), a Fábrica Oliva (1950-1960), em S. João da Madeira, e a Siderurgia Nacional (1958-1961), no Seixal.

O conjunto arquitectónico composto pela fábrica de briquetes e pelo plano inclinado de extracção da Mina do Espadanal foi edificado entre 1951 e 1955, afirmando-se enquanto importante exemplar de arquitectura moderna no contexto regional. Símbolo de modernidade industrial na sua época, mantém, passadas seis décadas, uma presença urbana incontornável na cidade de Rio Maior.

A Direcção da EICEL1920.
14 de Julho de 2014. 

Plano inclinado de extracção da Mina do Espadanal. Fotografia por Nuno Rocha (2009), Arquivo EICEL1920.

sábado, março 01, 2014

"O Centro de Interpretação na fábrica de briquetes - um projecto necessário".

Dr. José Manuel Lopes Cordeiro.

Por José Manuel Lopes Cordeiro, Professor da Universidade do Minho e Presidente da Associação Portuguesa para o Património Industrial.

A proposta da EICEL1920, Associação para a Defesa do Património Mineiro, Industrial e Arquitectónico, para a instalação de um Centro de Interpretação do Património Geológico e Mineiro nas salas devolutas da antiga fábrica de briquetes da Mina do Espadanal, em parceria com o Município de Rio Maior, reveste-se de uma enorme importância para a salvaguarda de um património com um grande significado para todos os riomaiorenses, da memória que lhe está associada e que corre o risco de se desvanecer, e também como recurso estratégico para a promoção e diversificação da oferta cultural e turística de Rio Maior.

A antiga fábrica de briquetes constitui um dos mais importantes edifícios da arquitectura industrial moderna existentes no nosso país, tendo sido inventariado pela Ordem dos Arquitectos no Inquérito à Arquitectura em Portugal no Século XX. Esta sua característica confere-lhe um enorme potencial que pode e deve ser explorado para além do seu valor patrimonial e arquitectónico, em benefício de Rio Maior e da sua população, ao qual a EICEL1920 respondeu com a apresentação de uma proposta de grande qualidade. A sua implementação só poderá ter consequências positivas para a salvaguarda daquele património industrial, para o desenvolvimento de uma ofera cultural e turística que lhe está associada, em suma, para a projecção de Rio Maior com base na valorização de um dos seus mais importantes elementos identitários.

A instalação desse Centro de Interpretação contribuirá para a resolução de um problema que carece de uma resposta urgente, e que infelizmente já se arrasta há demasiado tempo, o qual diz respeito à valorização de um património de excepcional importância - a antiga fábrica e, também, o espólio do antigo Couto Mineiro do Espadanal, que a EICEL1920 recuperou -, permitindo deste modo a salvaguarda da memória e o reforço da identidade de todos os riomaiorenses. A melhor maneira de conservar um património é atribuir-lhe uma função, pelo que a instalação do Centro de Interpretação contribuirá de uma forma significativa para a consecução de tal objectivo. É importante destacar também que esta proposta da EICEL1920 constitui um magnífico exemplo da iniciativa da sociedade civil - tantas vezes reclamada, e que agora oferece aos poderes públicos uma oportunidade de viabilizarem a sua concretização -, uma vez que a instalação do Centro de Interpretação não implica quaisquer encargos para o Município.

Não é demais salientar que a proposta da EICEL1920 não se limita à criação de um Centro de Interpretação, encerrando objectivos mais vastos, sem dúvida ambiciosos mas de grande importância para Rio Maior, como a possibilidade de criação, de forma faseada e a longo prazo, de um Auditório e Sala de Exposições Temporárias, um Centro de Ciência Viva, e uma unidade de turismo de habitação a instalar em antigas residências de mineiros, mediante recuperação das estruturas existentes, contribuindo deste modo para a procura de sustentabilidade do projecto.

A criação do Centro de Interpretação permitirá, assim, a constituição de um pólo de atracção turística, na perspectiva do turismo cultural - uma área que actualmente se encontra numa fase de grande expansão e de aumento da procura -, através da sua integração no Roteiro das Minas e Pontos de Interesse Mineiro e Geológico de Portugal, com efeitos positivos no incremento do emprego local e do desenvolvimento económico do concelho de Rio Maior.

Estamos certos que a instalação do Centro de Interpretação nas instalações da antiga fábrica de briquetes, uma vez concretizada, constituirá um enorme sucesso do qual todos os riomaiorenses se irão rever.


José Manuel Lopes Cordeiro in Região de Rio Maior n.º 1325, de Sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2014.

segunda-feira, fevereiro 17, 2014

Cresce o movimento de apoio ao projecto da EICEL1920. Comerciante riomaiorense disponibiliza, a título gratuito, espaço para sede da associação.

Imóvel no qual será instalada a sede da EICEL1920. Fotografia por Miguel Bernardino.

Após a divulgação da proposta de parceria apresentada pela EICEL1920, Associação para a Defesa do Património Mineiro, Industrial e Arquitectónico, à Câmara Municipal de Rio Maior, para instalação de Centro de Interpretação do Património Geológico e Mineiro na antiga fábrica de briquetes da Mina do Espadanal, a comunidade riomaiorense vem demonstrando o seu apoio a este projecto com iniciativas de grande significado.

Considerando a necessidade de um espaço para instalação da sede da EICEL1920, um dos mais antigos comerciantes da nossa cidade, o Sr. Gonçalo Fialho, proprietário da loja Gonçalus Moda na Rua Serpa Pinto, tomou a iniciativa de disponibilizar, a título gratuito, um imóvel na Rua Cidade de Santarém n.º 23, a fim de ali serem desenvolvidos os projectos de interesse geral para a comunidade que esta associação se propõe implementar no âmbito do seu objecto social. 

Neste espaço, além da realização do trabalho de estudo e valorização do património previsto no plano de actividades para 2014, será exposta uma selecção do espólio proveniente do antigo Couto Mineiro do Espadanal, recuperado pela EICEL1920 em colaboração com a comunidade riomaiorense, e que esta associação disponibilizará no âmbito da referida proposta de parceria para instalação de Centro de Interpretação do Património Geológico e Mineiro.

A Direcção da EICEL1920 agradece publicamente o generoso contributo cívico do Sr. Gonçalo Fialho, prevendo abrir a nova sede a todos os interessados durante o primeiro semestre do ano em curso.

A Direcção da EICEL1920.
17 de Fevereiro de 2014.

segunda-feira, fevereiro 10, 2014

Tribunal Administrativo considera que classificação de património de interesse municipal está sujeita a poder discricionário das Câmaras Municipais. EICEL1920 apresentou reclamação da sentença.

Fábrica de Briquetes da Mina do Espadanal. Fotografia por Nuno Alexandre Rocha (2007), Arquivo EICEL1920.

A Direcção da EICEL1920, Associação para a Defesa do Património Mineiro, Industrial e Arquitectónico, foi recentemente notificada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria (TAFL) da sentença relativa a acção judicial intentada por esta associação, em Março de 2012, na qual se pede a condenação da Câmara Municipal de Rio Maior à abertura de processo de classificação do conjunto edificado composto pela antiga fábrica de briquetes e plano inclinado de extracção da Mina do Espadanal enquanto Património de Interesse Municipal.

Recordamos que a EICEL1920 apresentou no dia 8 de Agosto de 2011 o referido pedido de abertura do processo de classificação, acompanhado por Parecer favorável do antigo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), que viria a ser indeferido em reunião ordinária da Câmara Municipal de Rio Maior realizada a 11 de Novembro de 2011. Desta decisão foi apresentada reclamação, igualmente indeferida pela autarquia.

O TAFL absolveu a Câmara Municipal de Rio Maior alegando que "a iniciativa relativa à classificação dos bens de interesse municipal é matéria que se insere na actividade discricionária da câmara municipal, sendo que o juíz não pode opor às opções discricionárias da Administração os seus própros juízos de oportunidade e conveniência", mas sim, e apenas "os seus juízos jurídicos", e acrescentando que "cabe, portanto, à Entidade Demandada agir de acordo com os seus próprios juízos de conveniência e oportunidade."

A Direcção da EICEL1920 discorda das conclusões do Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria, que considera incompatíveis com o regime jurídico de protecção do património cultural em vigor, pelo que, em conformidade, deliberou apresentar reclamação da sentença nos termos da lei.

A Direcção da EICEL1920.
10 de Fevereiro de 2014.