
Gráfico 2: Esquema de enquadramento das áreas de estudo a aprofundar para apresentação da história e do património do Couto Mineiro do Espadanal.



Arnaldo Vidigal Pais (1899-1961), médico, natural de Vila Nova da Erra, concelho de Coruche, fixou residência e actividade profissional em Rio Maior no início da década de trinta do Século XX.
António Custódio dos Santos (1885-1972), primeiro presidente da Câmara Municipal de Rio Maior após a revolução de 5 de Outubro de 1910 (1), director da segunda série do jornal O Riomaiorense, descobridor legal da Mina do Espadanal, a 21 de Julho de 1916, e sócio fundador da Empresa Industrial, Carbonífera e Electrotécnica, Limitada, em 1920, foi uma das personalidades de maior relevo na vida da comunidade riomaiorense das primeiras décadas do século XX.
Nuno Alexandre Rocha, António Paulo Santos do Carmo, Tereza Cristina Santos do Carmo e António Sérgio Santos do Carmo, em visita à Mina do Espadanal.Interacção com a Comunidade Escolar. Trabalho em curso: maqueta da antiga fábrica de briquetes, em execução por grupo de alunas da Escola Secundária de Rio Maior.
3. O público escolar, dos ensinos básico e secundário, a quem importa fornecer uma perspectiva pedagógica da história da técnica, do trabalho e das comunidades associadas à actividade mineira. A este grupo específico será necessário disponibilizar um serviço educativo e de animação dotado de capacidade de resposta científica e didáctica. O Centro de Ciência Viva encontra sobretudo neste público-alvo a sua justificação, e deverá ter na localização, a uma distância inferior a 500 metros, de cinco estabelecimentos de ensino básico e secundário, uma importante mais valia.
4. O público académico, constituído por estudantes do ensino superior e investigadores, a quem importa disponibilizar os meios para o estudo aprofundado das evidências materiais e imateriais da actividade mineira e industrial dos carvões e da história e património local. A criação de um Núcleo de Investigação reunindo um arquivo histórico (composto pelo arquivo EICEL, arquivo fotográfico e cartográfico da actividade mineira e pelo arquivo histórico municipal) e uma biblioteca especializada na temática do património industrial e mineiro, permitirá a resposta a este público específico.
As probabilidades de sucesso do Parque Geomineiro dependerão em grande medida da sua integração em estratégias de promoção mais vastas, explorando em primeiro lugar a privilegiada localização geográfica e acessibilidade por meio de curta viagem em auto-estrada, no contexto de uma das áreas de maior densidade populacional do país, devendo assim potenciar-se um capital de atractividade de públicos das regiões de Lisboa, Vale do Tejo e Oeste e, em simultâneo, impulsionando a sua presença em redes nacionais e internacionais dedicadas ao património industrial e geomineiro.
Importa ainda não negligenciar a oportunidade de afirmação deste património enquanto oferta singular numa região marcada por significativos fluxos turísticos, qualificada por dois monumentos reconhecidos enquanto Património Mundial pela UNESCO (Mosteiro de Alcobaça, a 28 km, e Mosteiro da Batalha, a 41 km), a uma proximidade entre 30 e 40 km de uma extensão importante da Costa Atlântica entre Peniche e Nazaré, a 30 km da cidade histórica de Santarém e a 22 km da estância termal de Caldas da Rainha, estabelecendo uma relação privilegiada com o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.
Continua no próximo número do Região de Rio Maior
In Região de Rio Maior nº1177, de 29 de Abril de 2011

Prosseguindo cooperação estabelecida no âmbito do Processo de estudo e salvaguarda do património mineiro do concelho de Rio Maior, a EICEL, Associação para a Defesa do Património Mineiro, Industrial e Arquitectónico celebrou, no passado dia 31 de Março, protocolos de colaboração com Jorge Alexandre Carvalho Monteiro e Fernando Conceição Piedade, tendo como objectivo a conservação e exposição pública de património móvel originário do antigo Couto Mineiro do Espadanal.
Foi doada por Jorge Monteiro uma planta do traçado da Estrada Nacional n.º 114, entre Boiças e S. João da Ribeira, pertencente ao arquivo da antiga Empresa Industrial, Carbonífera e Electrotécnica, Limitada, dispersado em parte na posse de privados no final da década de noventa, e cuja recuperação constitui objectivo da EICEL, com vista à futura criação de um Centro de Documentação.
Por Fernando Piedade foi doado um conjunto de peças recuperadas da antiga exploração mineira, compreendendo uma Caixa de Ponto, um briquete de lignite produzido na antiga fábrica de briquetes do engenheiro Gregori Filitti, uma picareta, um metro articulado das antigas oficinas de carpintaria, uma tenaz, uma roldana de cabo de aço, duas lancheiras utilizadas por mineiros, dois tubos de ensaio do laboratório, um estojo de metal para seringas e uma balança originários do antigo posto médico da empresa.